Queridos homens, não temam as feministas

Não gosto de rótulos. Não gostar é pouco: tenho verdadeiro pavor deles. Digo, não gosto dos rótulos que colocamos nas pessoas, pois os rótulos nas embalagens costumam ser bastante úteis nem que seja pra ver o prazo de validade. Ou se tem lactose, glúten etc… Mas os rótulos pessoais ahhhh… Esses aí só servem mesmo pra perpetuar pré-conceitos. Julgamos o tempo inteiro. E comparamos também. 
É isso que acontece com o feminismo. Pqp! Só de escrever já assusta! Vem a imagem de uma mulher desarrumada, de sovaco peludo, lésbica e esquerdista. Mas qual é o problema em ser uma mulher que não se arruma, não se depila e vota na oposição? (Oposição levando-se em conta o atual governo de extrema direita). Pois bem, nenhum! O único problema e mais grave aqui é que nenhuma dessas características definem a palavra ‘feminismo’ ou ‘feminista’. Ao menos não deveriam. Porém, por algum motivo, o rótulo pegou.
Feminismo tem a ver com igualdade de direitos, não é mulher sendo melhor que homem, como muitos pensam. Feminismo é permitir que a mulher tenha presença participativa. Que tenha voz. Que tenha oportunidade de viver a vida da forma que ela quiser e tudo bem. Uma mulher feminista é uma mulher independente, livre. E, se você for homem, por favor, entenda que por mais feminista que a mulher seja, ela não é ‘anti-homem`. E também não quer ser igual a você. Ela apenas quer ter os mesmos direitos e oportunidades que você tem. 
Coisas que para os homens podem ser banais, como sair com os amigos para beber sem julgamento por este comportamento, pagar as contas (e para isso receber remuneração adequada), investir na carreira antes de investir no casamento… Ok, isso pode já ser realidade para muitas mulheres, ufa! Mas outras tantas ainda estão lutando para se libertar dos papéis secundários e submissos impostos ao longo de séculos por um sistema patriarcal opressor. É tão opressor, que chego até a achar que estou exagerando e que não é pra tanto… só que é! A nossa baixa autoestima, de achar que não merecemos tanto ou que devemos nos contentar com menos, também faz parte disso.
No fundo, toda mulher é feminista. Aquelas que dizem não ser, na maioria das vezes nem sabem o real significado da palavra feminismo e estão tão contaminadas com os ‘rótulos’ que cercam o termo que querem mais é distância. E, ao conhecerem o teor verdadeiro da palavra, em geral acabam se convertendo, mesmo que timidamente, pois rótulos são muito difíceis de se livrar. Mas aos poucos vai!
Fico triste mesmo é com aquelas mulheres que se autointitulam contra o feminismo… Mal sabem que, na verdade, estão tão machucadas, com a autoestima tão baixa, que não acreditam serem merecedoras ou mesmo capazes de assumirem o lugar de protagonistas ao invés de viverem à sombra de outro…
Mulher que se ama, que se respeita, que acredita no seu potencial, é feminista sim! Assim como os homens que realmente amam as mulheres também o são. Aliás, o homem que é contra o feminismo no fundo é covarde, pois não se garante e tem medo de perder sua posição para uma mulher. Tem medo de ter que competir ou conversar ou se relacionar com alguém do seu nível e não abaixo dele. Tem que ser muito homem pra isso. Homem que é homem, também é feminista. 
E calma… Não confunda determinação com dureza… Coragem com falta de delicadeza… Amor próprio e individualidade com falta de carinho… Dá pra ser tudo isso junto. Ou nada disso… E tudo bem. Independentemente de como for, o respeito deve prevalecer sempre. No Dia Internacional da Mulher e em todos os outros dias, sejamos todos feministas!

Deixe ir as pessoas que não estão preparadas para te amar…

“Deixe ir as pessoas que não estão preparadas para te amar. Essa é a coisa mais difícil que você terá que fazer na sua vida e também será a coisa mais importante. Pare de ter conversas difíceis com pessoas que não querem mudar.

Pare de aparecer para as pessoas que não têm interesse na sua presença. Sei que o seu instinto é fazer de tudo para ganhar o apreço dos que o rodeiam, mas é um impulso que rouba o seu tempo, energia, saúde mental e física.

Quando você começa a lutar por uma vida com alegria, interesse e compromisso, nem todo mundo estará pronto para seguir você nesse lugar. Isso não significa que você precisa mudar o que você é, significa que você deve deixar ir as pessoas que não estão prontas para acompanhar você.

Se você é excluído, insultado, esquecido ou ignorado pelas pessoas a quem você dá seu tempo, você não faz um favor ao continuar oferecendo sua energia e sua vida. A verdade é que você não é para todo mundo e nem todos são para você.

Isso é o que torna tão especial quando você encontra pessoas com quem tem amizade ou amor correspondido. Você saberá o quão precioso é porque você experimentou o que não é.

Quanto mais tempo você passa tentando te fazer amar por alguém que não é capaz, mais tempo você perde se privando da possibilidade dessa conexão com outra pessoa.

Há bilhões de pessoas neste planeta e muitas delas vão encontrar-se com você, ao seu nível de interesse e compromisso.

Quanto mais você continua envolvido com pessoas que te usam como almofada, uma opção de segundo plano ou um terapeuta para a cura emocional, mais tempo você se afasta da comunidade que deseja.

Talvez se você parar de aparecer, não seja procurado. Talvez se você parar de tentar, a relação termine. Talvez se você parar de enviar mensagens, seu telefone permanecerá escuro por semanas.Isso não significa que você arruinou a relação, significa que a única coisa que segurava era a energia que só você dava para mantê-la.

Isso não é amor, é apego. É querer dar uma chance pra quem não merece! Você merece muito, existe gente que não deve estar na sua vida, você vai perceber.

A coisa mais valiosa que você tem na sua vida é o seu tempo e energia, pois ambos são limitados. Ao que você der seu tempo e energia, definirá sua existência.

Quando você percebe isso começa a entender porque você está tão ansioso quando passa tempo com pessoas, em atividades, lugares ou situações que não lhe convêm e não devem estar perto de você, você é roubado em energia.

Você começará a perceber que a coisa mais importante que pode fazer por si mesmo e por todos os que o rodeiam é proteger sua energia mais ferozmente do que qualquer outra coisa.

Faça da sua vida um refúgio seguro, no qual só são permitidas pessoas ′′ compatíveis ′′ com você.

Você não é responsável por salvar ninguém. Você não é responsável por convencê-los a melhorar. Não é seu trabalho existir para as pessoas e dar sua vida a elas!

Porque se te sentires mal, se te sentires obrigado, serás a raiz de todos os teus problemas pela tua insistência, temendo que não te devolvam os favores que concedeste. É sua única obrigação perceber que você é o amo do seu destino e aceitar o amor que você acha merecer.

Decida que você merece amizade verdadeira, compromisso verdadeiro e amor completo com pessoas saudáveis e prósperas. Depois espere e veja o quanto tudo começa a mudar e mudará ao lado de pessoas positivas e de energia boa, isso é certo. Não perca tempo com gente que não vale a pena, a mudança lhe dará o amor, a estima, a felicidade, a proteção que você merece e tanto almeja.”

Esse texto maravilhoso é do mestre Anthony Hopkins
Foto original do site IMDB

Você está feliz?

Me fizeram essa pergunta durante uma conversa descompromissada e confesso que hesitei na hora de responder. Acho que muito mais pelo inesperado do que qualquer outra coisa. Minha amiga, que fez a pergunta, ainda complementou: a gente sempre pergunta tanta coisa, né… Mas a gente acaba não perguntando se a pessoa está feliz. Foi aí que percebi o real motivo da minha hesitação: esta não é uma pergunta fácil de ser respondida.

Geralmente atribuímos o ‘ser feliz’ com alguma determinada situação ou meta alcançada. Pode ser o casamento, filhos, trabalho e por aí vai… Mas estar feliz é muito mais profundo que um status. Estar feliz requer que você esteja em paz com você mesmo, de bem com a vida, e, apesar de parecer simples, não é. 

Estar feliz exige maturidade. Pra saber apreciar e valorizar as pequenas coisas. Pode ser o fato de ter saúde, um teto para morar, a beleza das flores na rua e por aí vai… Para se estar feliz, tem que estar feliz hoje e não projetando essa felicidade num momento futuro que pode não chegar. 

Valorizar cada momento, degustar o presente e tratá-lo como de fato é: um presente, aproveitando ao máximo cada segundo… se lambuzando de plenitude. Taí outra palavra que tem tudo a ver com estar feliz. Não aquela trend pra bombar nas redes, mas a que te deixa tão cheia de serenidade e alegria que extrapola o corpo através de luz que contagia quem está por perto. Quem está de bem com a vida, tem este poder.

Mas voltando à pergunta, depois de refletir, cheguei à conclusão de que sim, estou muito feliz! E pretendo seguir sempre assim daqui pra frente. Estar feliz não depende de estado de espírito, é estar em sintonia com nós mesmos. Este é um caminho bastante tortuoso e por vezes dolorido de ser percorrido, mas uma vez que você se encontra, não se perde mais. E pode, então, viver feliz para sempre.

O alívio da quarentena


Que a quarentena está difícil, todo mundo sabe. Seja pela questão do isolamento, dificuldades financeiras, incertezas sobre praticamente tudo… Definitivamente não está sendo um período fácil. Mas apesar de todos os atuais desafios, existe também um certo alívio na quarentena. E é justamente este o assunto que pretendo focar neste texto. Sim, você leu certo. Alívio.

A princípio pode parecer loucura afirmar isso, mas a verdade é que junto com toda a carga pesada que a pandemia trouxe, veio também a possibilidade de desacelerarmos e olharmos para dentro de nós. Estamos privados dos encontros com amigos e familiares. Mas talvez estejamos vivenciando o encontro mais importante das nossas vidas: o encontro (ou reencontro) com nós mesmos.

Sair do automatismo muitas vezes cego que vivemos nos permite ver as coisas sob novas perspectivas. Coisas que fazíamos antes de repente parecem não ter mais sentido. Descobrimos que lugares que tanto frequentávamos não fazem assim tanta falta. Nem roupas. Nem pessoas. E o inverso acontece também. Passamos a valorizar o tempo em família.

Resgatamos boas amizades que se perderam entre um compromisso e outro. Descobrimos novas formas de fazer as coisas, de viver a vida. Poder trabalhar em casa, sem ter que enfrentar o trânsito todos os dias? Este é apenas um dos ‘alívios’ que a quarentena nos proporcionou. Talvez o mais visível. Mas há muitos outros que talvez demoremos mais a perceber…

Um deles é o ‘alívio social’, o que chega a ser um tanto irônico, já que estamos privados do convívio social e isso deveria nos fazer sentir falta e não alívio, certo? Depende… Temos saudade de sair com os amigos, viajar com a família? Com certeza!

Mas e aqueles compromissos, os famosos ‘compromissos sociais’ que fazemos para cumprir nosso papel social com o único objetivo de marcar presença, ver e ser visto para de repente somar alguns pontos com o chefe ou colega de trabalho? Tudo bem que, a essa altura, depois de meses de confinamento, é natural que muita gente já esteja sentindo falta até disso também.

Mas convenhamos, é um alívio não precisar ir a algum lugar que você não quer ou ficar fazendo social com alguém que você não suporta… Mais de uma pessoa já comentou sobre isso comigo e eu tendo a concordar. E não para por aí…

Para mim um dos alívios mais significativos é a libertação das comparações. Este sim é uma verdadeira bênção! Explico: a nossa mente não enxerga em termos absolutos, mas sim através de referências, da comparação com outros.

As redes sociais são um exemplo perfeito disso: quando você vê fotos em que todos estão felizes e bem-arrumados, indo a eventos incríveis ou viajando pelos destinos mais cobiçados do mundo e você está sentado no sofá da sala, de pijama, sozinho, há uma grande possibilidade de você se sentir menos feliz do que você realmente está.

Resultado direto de uma comparação automática que o seu cérebro faz sem você nem perceber. – Este, aliás, é uma dos meus maiores conflitos com as redes sociais, mas este assunto merece um texto só pra ele, voltemos aos alívios… – E se de repente todos estão trancados em casa, sozinhos (ou só com a família mais próxima), sentados no sofá? Ufa! Alívio!

Por favor, não me entendam mal, adoro viajar, sair com os amigos, frequentar festas badaladas, comprar roupas novas etc etc… Seria hipócrita se dissesse o contrário. – Provavelmente você também. – Mas a verdade é que está sendo um alívio não achar que a vida dos outros é mais interessante que a minha e me sentir pior por causa disso.

E acreditem, por mais consciência que a gente tenha que a vida de ninguém é incrível o tempo todo e que as pessoas tendem a compartilhar apenas os momentos felizes, a tal comparação automática na nossa mente acontece. E esse descanso está fazendo um bem danado pelo nosso bem-estar, acredite!

Estamos todo mundo literalmente no mesmo barco, talvez pela primeira vez na história da humanidade. Sai de cena a comparação (e competição) fútil, entra a empatia e solidariedade. Ok, isso é um tanto idealizado e até utópico de se afirmar em termos generalizados, mas é uma movimentação que se intensificou. Ufa! Mais um alívio. O movimento mais importante, no entanto, é aquele do encontro ou reencontro com nós mesmos.

Vejo muitas pessoas se descobrindo. Descobrindo suas paixões, seus valores, novos talentos e hobbies… Vejo também muitas pessoas buscando deliberadamente conteúdos voltados ao autoconhecimento. E fico muito feliz em perceber essa movimentação.

Acredito que quanto mais nos conhecemos, nos tornamos pessoas melhores e isso se expande em todos os setores da nossa vida. Já que não podemos ir atualmente a lugar algum, que tal aproveitar e fazer uma imersão em nós mesmos? Garanto que vai valer a pena! E quando tudo voltar ao normal? Bom, voltaremos a frequentar shows, bares e restaurantes badalados. E vamos aproveitar muito esses momentos!

Talvez de um jeito que nunca aproveitamos antes! E, vez ou outra, ficaremos em casa sozinhos, de pijama, vendo filme. E tudo bem também, saberemos tirar proveito desses momentos mais introspectivos. Não sairemos os mesmos dessa experiência. Ufa! Que alívio! A quarentena não será em vão.

Texto originalmente publicado no site de notícias ND+ no dia 02/08/2020
https://ndmais.com.br/opiniao/artigo/o-alivio-da-quarentena/

Evoluímos, mas ainda precisamos evoluir muito mais!

Nunca se falou tanto sobre violência contra a mulher. Assédio deixou de ser ‘engraçadinho’ e virou crime. Evoluímos. Mas ainda há um loooongo caminho pela frente… Por que estou escrevendo isso?

Acho que ainda está para nascer uma mulher que nunca tenha passado por algum tipo de violência física, sexual ou mesmo verbal, de caráter moral/psicológica. Eu mesma já passei por várias situações bastantes desagradáveis em diferentes níveis. E digo; não é legal!!!

Acredito que nem sempre as pessoas fazem esse tipo de coisa ‘por mal’ mas porque realmente não têm consciência do mal que estão fazendo de fato. Às vezes até chegam a pensar que estão agradando. Oi? Pois é…

Pois bem, enquanto houver qualquer tipo de ‘confusão’ nesse sentido, é sinal de que é preciso sim continuar falando sobre isso. Vale para meninos e para meninas também.

Foto em PB porque o assunto é sério. Crédito: Leandro Ramos.

Sobre os meus 35 anos

Postei esse texto no insta no dia do meu aniversário, 16 de outubro. É uma reflexão sobre a vida em geral, expectativas, sonhos e cobranças que muitas vezes nos fazemos e achei interessante resgatar, pois outras pessoas podem se identificar. Segue o texto:

Hoje completei 35 anos. Nunca fui muito ligada nisso de idade, não gosto de rótulos de nenhum tipo. Só que infelizmente vivemos numa sociedade que é cheio deles. De repente comecei a me fazer uma série de cobranças: sucesso profissional, estabilidade econômica, casamento, maternidade e por aí vai… Confesso que bateu um certo desespero.

De repente me senti perdida, com um checklist enorme de coisas a fazer e ainda tendo que lutar contra o relógio para conseguir realizar todas. Será que vou conseguir? Essa é a questão que fica martelando na minha cabeça… A resposta é: não sei e isso apavora. Comecei a me questionar também sobre o que de fato eu quero e o que acabo projetando com base nas expectativas e cobranças dos outros. E novamente me vi diante da dúvida. No meio de tantas dúvidas e questionamentos, ao invés de me cobrar definições, resolvi agradecer por tudo que já vivi e conquistei.

Cada pessoa é uma pessoa diferente, com histórias e batalhas individuais. Acredito que cada um de nós vem para evoluir e tem uma missão a cumprir na Terra. Cada um no seu tempo, do seu jeito. Neste novo ano pessoal, peço a Deus que guie meu caminho para que eu complete minha missão. E assim sei que, no momento certo, as respostas vão aparecer.

Cuidado: nem sempre o certo é o certo a fazer

Cada situação exige uma postura diferente e precisamos estar atentos aos sinais para perceber essas peculiaridades.

Existe o certo e o certo para cada situação. E nem sempre são a mesma coisa. Descobri isso recentemente, quando passei uma situação no trabalho onde fiz tudo certo, mas não fiz o certo que a situação exigia.

Somos (eu fui e acredito que a maioria também) ensinados desde cedo a agir de forma correta, seguindo normas e valores que nos são passados pela família, escola, faculdade… E que, de uma forma ou outra, regem as condutas sociais. Porém, na prática, tirar apenas nota 10 na escola não é garantia de sucesso na chamada escola da vida, onde muitas vezes descobrimos apenas na tentativa e erro o que é, de fato, certo e errado.

Recentemente escrevi um texto sobre incongruências (clique no link para ler) e acredito que isso reflete muito também na relativização do que é certo ou errado. A congruência é essencial para a credibilidade. Se você diz uma coisa e faz outra, não vai demorar muito para as pessoas deixarem de acreditar em você. Mas e quando o ‘ser congruente’, ou seja, agir de acordo com o que você pensa e acredita, entra em conflito com questões externas, que o obrigam a agir de forma diferente do que você gostaria? Aí vem a questão do ‘certo a fazer’.

Eu costumo dizer que cada pessoa é um pequeno computador, onde as pastas e arquivos estão sendo constantemente atualizados. Algumas pessoas possuem arquivos iguais, outras totalmente diferentes. Esses arquivos são nossas referências, onde buscamos o ‘norte’ para guiar nossas ações. E se os arquivos são diferentes de pessoa pra pessoa, é natural que as referências mudem também.

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Ao nos depararmos com uma nova situação, tentamos buscar referências com outras situações já vivenciadas.

Perceber essas diferenças e aprender a lidar com elas não é fácil. E não é por falta de vontade. Tudo na vida é aprendizado e se, de repente, nos vemos frente a frente com uma situação inusitada, que não temos conhecimento anterior, é natural a gente se confundir mesmo. Como saber como agir em determinada situação se a gente nem sabia que determinada situação poderia existir? É pra ficar perdido mesmo! Nem o waze consegue achar ruas que não estão cadastradas no sistema.

A resposta para esta questão é uma só: experimentando e criando novos arquivos e referências para aumentar nosso repertório. Pode ser que na primeira vez a gente se atrapalhe e se perca mas, se nos permitirmos ampliar nossa visão e aceitar que existem outras verdades além das nossas próprias, aos poucos vamos conhecendo novos caminhos. E vai ficando mais fácil fazer não apenas o que é certo, mas também o que é certo a fazer.

Ser feliz depende de nós

Já parou pra pensar sobre isso? Problemas e dificuldades todos têm, assim como bons momentos. Já me disseram uma vez que a vida é como um compasso de batimentos cardíacos: cheia de altos e baixos. Muitos desses altos e baixos não podemos controlar, são eventos externos, que fogem ao nosso controle. A única coisa que podemos de fato controlar é a forma como reagimos a esses eventos. É aí que entra a nossa responsabilidade pela nossa felicidade.

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Se você estivesse chorando numa Ferrari em Paris pouco importaria o fato de estar em Paris ou numa Ferrari.

Temos mania de associar o ‘ser feliz’ com questões pontuais: viajar nas férias, ir a uma festa, receber um aumento… Essas coisas são boas? Lógico que sim! Mas não é isso que vai determinar a nossa felicidade. Se você não estiver de bem com você mesmo e mantiver uma atitude positiva, nada disso adianta. Sabe aquela história que é melhor chorar em Paris que chorar no meio da rua? Geralmente falam isso quando alguém diz que dinheiro (evento externo) não traz felicidade. E não traz mesmo! Em ambos os casos você continua chorando ora bolas! Logo, não está feliz em nenhuma das duas situações. É bom ter dinheiro? É bom viajar? Claro que sim!!! Mas não é isso que determina a sua felicidade, este é o ponto.

Ser feliz vem de dentro. É clichê, mas é verdade!

Ser feliz vem antes de qualquer outra coisa. É um compromisso que você assume com você mesmo e, na minha opinião, o mais importante de todos os compromissos, pois você assume o controle sobre a forma que vai levar a vida. Quando você se compromete com a sua felicidade, você passa a não se deixa abalar por qualquer coisa e menos ainda permite que essas coisas tirem a sua paz interior. Da mesma forma, você naturalmente se afasta de coisas que lhe fazem mal, afinal, se você está comprometido com a sua felicidade, pra que vai ficar perto de coisas que fazem exatamente o oposto né? Você passa a valorizar mais as coisas boas e menos as ruins. Passa a enxergar o copo ‘meio cheio’ ao invés de ‘meio vazio’. E por aí vai… Ser feliz é, antes de tudo, uma questão de atitude.

Decida ser feliz. E seja!!!

Quem está vivendo a sua vida? Você ou seu avatar?

Viver está cada vez mais complicado. E não estou falando da crise econômica generalizada ou da violência das ruas. O conceito de viver a que me refiro é muito mais simples: viver a vida como ela é.

Se vamos a um show, é difícil achar alguém que não esteja com o celular na mão, gravando ou tirando fotos. Jogo de futebol? A mesma coisa: tem até jogador que leva o celular pra fazer selfie na comemoração do gol! E declaração de amor? Tem família que pouco  conversa no dia a dia, mas é cada foto digna de comercial de margarina nas redes sociais que chega a impressionar! E por aí vai, exemplos não faltam…

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O filme Avatar, de James Cameron, faz alusão ao encontro entre realidade e ficção.

No começo, eram as ocasiões especiais que mereciam o registro. Aos poucos, a necessidade de fazer cada momento especial transformou pratos de comida em verdadeiros eventos. E de repente estávamos todos vivendo na passarela: a cada passo, um ‘click’.

Postar nas redes sociais se tornou mais importante do que viver o momento. Fomos abduzidos pelo avatar que nós mesmos criamos. Ao invés de um grupo de amigos pra jogar conversa fora, temos centenas ou até milhares de seguidores. Ao postar uma foto, todo cuidado é pouco: tem filtros para todas as ocasiões e até sugestões de legendas prontas. Tudo para auxiliar na construção do nosso avatar, que nada mais é do que uma versão idealizada de nós mesmos.

Até aí tudo bem. Só que a vida não tem filtros e nem replay. Entre um post e outro, devemos cuidar para não perdermos os gols da vida, digo, do jogo. No mundo perfeito digno dos famosos comerciais de margarina que somos confrontados diariamente, vale tudo. Só não vale se tornar espectador de si mesmo.

Todos vamos envelhecer

Mais certo que isso, só a morte. De fato, essas são as duas opções que temos: envelhecer ou morrer antes. Falando assim, até parece que é fácil, né? Mas sabemos que não é bem assim, não é naaaaada assim!

Tem a questão da vaidade: quem gosta de ver a pele que antes era lisinha perder o viço e começar a ganhar as temidas rugas ou ‘marcas de expressão’? Os cabelos brancos? A queda de cabelos?? Ahhhh!!! Sim, confesso que bate um certo desespero só de pensar… Aí corremos para os suplementos, cremes, procedimentos estéticos e tudo mais que possa disfarçar ou retardar esses sinais do tempo. Resolver meeesmo não resolve, mas ajuda bastante! Ufa! Que bom que temos essas opções.

Tem também a questão da dependência – essa eu acho que é ainda mais difícil – como abrir mão de fazer coisas que sempre fizemos e pior: passar a depender de outros para fazer coisas tão simples como ir ao banheiro??? Dirigir, andar de bicicleta, jogar futebol… São coisas que vão ficando cada vez mais distantes… Pqp!!! Como aceitar tudo isso? O que eu estava dizendo mesmo? Ah, sim! Tem a questão da memória também, que começa a falhar. E de repente crianças de 5 anos começam a dar de 10 a zero no manuseio de eletrônicos que parecem tão simples mas, ao mesmo tempo, difíceis de entender. É, não é nada fácil…

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Envelhecer nem sempre é fácil

A expectativa de vida das pessoas está aumentando. Um brasileiro que nasce hoje pode esperar viver até os 75,8 anos, 30 a mais do que nos anos 40. Quem cuida da saúde e cultiva bons hábitos, com certa facilidade pode chegar aos 80 ou até mais. O que isso significa? Primeiro: que estamos vivendo mais. Sim, genial! 😛 Segundo: que estamos passando mais tempo  na tal terceira idade. Assim sendo, pela lógica, deveríamos aprender a conviver com ela para podermos chama-la, de fato, de ‘a melhor idade’. Na prática, porém, não é bem assim.

Fui assistir com meu pai o musical “Forever Young”, dirigido pelo fantástico Jarbas Homem de Mello, que expõe muito bem esta questão. A peça se passa numa casa de retiro para artistas onde seis idosos se transformam em verdadeiros astros ao relembrarem os gloriosos tempos de rock’n’roll que os remete à juventude. É como se momentaneamente as limitações físicas ficassem pequenas perto da alegria e vivacidade que vêm junto com os vozeirões dos atores/cantores. Por outro lado, a enfermeira responsável só os faz pensar em doenças, limitações, na morte, no fim. E desses estímulos negativos não sai nenhuma resposta positiva – como se pode imaginar – os idosos ficam mal-humorados, apáticos, deprimidos.

O espetáculo propõe esta reflexão: como lidar com a velhice? Nossa e das pessoas ao nosso redor? Mais do que propor uma resposta universal, fica clara a necessidade de se debater sobre o assunto. Até porque, se em 20, 30 ou 40 anos nós não estivermos vivenciando  isso na pele, é porque não estaremos vivenciando mais nada, se é que vocês me entendem :/.

Selecionei alguns pontos da bela mensagem sobre a vida apresentada ao final  do espetáculos, após os aplausos:

– Todos vamos envelhecer (que dá título a esse post)

– A vida não permite ensaios. Ela é um plano sequência em uma única tomada: não a desperdice!

– Pense no agora!

– Não deixe nada nem ninguém amargar a sua vida.

Abaixo segue o vídeo com a mensagem completa, é só clicar para assistir: